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Veja como passar a leitura da energia para a Cemig

Nesta época do ano muita gente viaja e deixa a casa fechada. Em alguns casos, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) não consegue ter acesso ao medidor de energia e o morador pode acabar pagando mais do que consumiu [....]

 
 

  Nesta época do ano muita gente viaja e deixa a casa fechada. Em alguns casos, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) não consegue ter acesso ao medidor de energia e o morador pode acabar pagando mais do que consumiu.

Para que você não tenha que desembolsar mais pela energia elétrica o consumidor deve ficar atento à data da próxima leitura e deixar alguém em casa no dia para receber o leiturista. Esta informação vem na própria conta de luz. Outra solução é o próprio cliente fazer a leitura e informar à Cemig.

Outras informações sobre como enviar a leitura da medição do consumo para a Cemig estão aqui.

Fonte: www.globo.com

 
 

Revisão da rede elétrica determina consumo consciente, proteção dos moradores e valorização do imóvel

Especialistas orientam que toda construção com mais de 20 anos deveria passar pelo retrofit, que nada mais é que uma atualização normativa das instalações de eletricidade [....]

 
 
Eduardo Almeida/RA Studio

Condutores, fios e cabos elétricos têm longevidade limite de 30 anos. Quadro de distribuição e disjuntores suportam, no máximo, 20 anos de atividade. Demais dispositivos, como lâmpadas e periféricos duram de cinco a 10 anos. Essa estimativa técnica da longevidade dos dispositivos instalados em uma residência alerta para algo imprescindível para garantir a segurança dos moradores e do patrimônio: a revisão das instalações elétricas ou retrofit. Segundo o tecnólogo em eletrotécnica Paulo Sérgio Silva Andrade, toda construção com mais de 20 anos deveria passar pelo processo, que nada mais é que uma atualização normativa da instalação elétrica. Mas falta fiscalização e, princialmente, conscientização.

“Muita gente troca o piso, mas não olha pra parte elétrica, exatamente aquela que pode levar a um risco de morte”, critica. Estatísticas da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) revelam que, somente em 2014, 627 pessoas morreram, no Brasil, vítimas de choque elétrico. E esses dados são subestimados. A entidade acredita que a realidade seja até cinco vezes maior. Minas Gerais tem um agravante. Cinco das 10 cidades com maior densidade de raio do Brasil são mineiras, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Existem dispositivos para amenizar o risco de choques fatais e eles estão previstos nas normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para a construção civil. Sua casa tem?

Segundo Andrade, a maioria das construções dos últimos 10 anos estariam dentro da normalidade, mas o ideal é fazer um diagnóstico com um eletricista capacitado, um eletrotécnico ou um engenheiro eletricista. Só eles estão aptos a conferir se a construção tem fio-terra, que garante a operação de outros itensde segurança como o dispositivo de proteção contra surtos de tensão (DPS), uma espécie de “para-raio” do quadro elétrico; dispositivo de corrente diferencial-residual (DR), que evita choques fatais; e disjuntores, que protegem cabos e cargas da instalação elétrica. Esse último é comumente trocado por um de maior capacidade, que permita o funcionamento de um chuveiro mais potente, por exemplo, sem qualquer consulta a especialistas. Um risco.

LELIS

Se a construção não tiver qualquer um desses itens deve passar por um retrofit. O diagnóstico contempla ainda a análise da fiação. “Na maioria dos casos, é preciso trocar a tubulação, o quadro de distribuição, as tomadas e os interruptores; tudo dentro das normas técnicas atuais que garantem segurança para moradores e para o patrimônio, maior vida útil aos eletroportáteis e um consumo sustentável de energia”, alerta Andrade. E não é um processo barato. Daí a importância de se ter o projeto elétrico da construção, o que facilita essa análise.

A vida contemporânea demanda muito mais das instalações elétricas, que têm uma potência máxima instalada. Construções antigas eram pensadas para suportar o consumo de uma geladeira, uma televisão, um chuveiro – não tão potente como os disponíveis atualmente – e um eletroportátil ou outro. Hoje, eles são mais econômicos. Mesmo assim precisam ter por trás uma instalação elétrica capaz de alimentá-los sem risco de sobrecarga. Segundo a arquiteta e lighting design Daniela Meireles Carvalho, o uso de adaptadores de tomadas, os chamados benjamins, são outro erro. O ideal é ter uma tomada para cada eletroportátil e mesmo aquelas construções com os dispositivos de segurança necessários podem não estar adaptadas. Mas há soluções no mercado, caso da fita elétrica autoadesiva. “Ela passa a energia de um ponto para o outro sem quebrar nada. Se você tem uma só tomada e quer outras, o sistema ‘pega’ a energia da existente, pluga na fita, que é colada na parede, e passa para a nova tomada”, explica.

Fonte: http://www.em.com.br/

 

 

 


 
 

Intervenção em coberturas deve respeitar normas para evitar irregularidades e danos

Construção deve atender às normas de engenharia para garantir a segurança dos moradores Não se iluda. Reforma em casa também precisa de alvará. Quando se trata de obra de ampliação em uma cobertura, a situação exige ainda mais responsabilidade do proprietário. O dono não pode fazer o que quiser a qualquer tempo. Afinal, uma construção [...]

 
 

Construção deve atender às normas de engenharia para garantir a segurança dos moradores Não se iluda. Reforma em casa também precisa de alvará. Quando se trata de obra de ampliação em uma cobertura, a situação exige ainda mais responsabilidade do proprietário. O dono não pode fazer o que quiser a qualquer tempo. Afinal, uma construção irregular pode comprometer todo o condomínio. Nesse sentido, algumas normas devem ser obedecidas para evitar danos graves, além da dor de cabeça na hora de negociar o imóvel.

Ainda que o terraço do último andar do prédio seja privativo, o proprietário tem de obedecer a alguns trâmites legais, pois trata-se de um acréscimo construtivo, como explica o vice-presidente de administradoras de condomínios da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI-Secovi/MG), Leonardo Motta.

O dono da cobertura deve ter a anuência da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio do alvará de aprovação de reforma, uma vez que a obra planejada vai alterar o perfil da área construída do habite-se. Por consequência, afetará o valor do IPTU da unidade. Para isso, ele terá de apresentar ao órgão público projeto assinado por um engenheiro e também aprovado pelo condomínio.

A aprovação do condomínio é necessária porque o projeto afeta a fachada do edifício. “Pequeno ou grande, o acréscimo construtivo tem de ser observado pelos condôminos porque envolve inúmeras normas da engenharia que fogem do domínio de um leigo. Tudo isso é para preservar a estrutura e a segurança de uma forma geral. Hoje, muitos condomínios foram feitos com módulo estruturante, que não pode derrubar parede, pois afeta a estrutura. É preciso cuidado, porque a coisa é muito séria”, justifica o dirigente.

O condomínio, no entanto, não tem competência técnica para liberar a obra. Por isso, ela deve ser planejada por um engenheiro e apresentada à prefeitura. Depois de aprovada, deve-se buscar enquadrar o planejamento para manter a harmonia arquitetônica do prédio.

Uma construção irregular, enfatiza Motta, pode acarretar muita dor de cabeça ao proprietário da cobertura, além de prejuízo financeiro. A multa para obra não licenciada é considerada grave e está fixada em R$ 4 mil. Além disso, o dono do imóvel pode ter a reforma embargada até apresentar projeto assinado por engenheiro ou arquiteto.

Se a reforma foi feita sem a anuência da prefeitura, o imóvel pode se desvalorizar. Além de apresentar qualidade e solidez questionáveis, agrava-se no mercado imobiliário por não ter condições de ser averbado no registro de imóveis. Isso vai influenciar, por exemplo, em uma negociação que envolve financiamento bancário.

Todo imóvel que será financiado por banco público ou privado é submetido à inspeção de um engenheiro de avaliações da instituição financeira. Se não estiver regularizado, o profissional vai desaconselhar o financiamento e o negócio será desfeito. “Muitas vezes, as pessoas acham que podem construir por conta própria e que depois conseguem regularizar. Isso não é verdade, pois, na maioria das vezes, a construção não obedeceu aos parâmetros e dimensões especificados pela prefeitura, tornando reprovável qualquer pedido de aprovação. Infelizmente, na maioria das vezes, o proprietário só descobre que seu imóvel não pode ser financiado na hora em que está fazendo o negócio. Consequentemente, ele é forçado a desfazer a transação.”

Fonte: http://www.em.com.br/

 
 

9 PERGUNTAS PARA. João Flávio de Matos

Há mais de 60 anos no mercado, a Loja Elétrica, a maior do segmento no país, se prepara para abrir nova filial em Minas Gerais e para inaugurar o maior Centro de Distribuição de materiais elétricos da América Latina. [...]

 
 

De uma simples seção de material elétrico residencial à maior loja de materiais elétricos do Brasil. Foi buscando se diferenciar com qualidade e atender as demandas dos clientes que a Loja Elétrica conseguiu conquistar espaço no mercado e se desenvolver.

Em entrevista ao Pampulha, o diretor João Flávio de Matos falou sobre a empresa, as metas e as novidades no mercado.

A Loja Elétrica está no mercado há mais de 60 anos. Como foi o desenvolvimento nesse período? O que tem sido feito para ampliar a área de atuação?

A Loja Elétrica começou como uma simples seção de material elétrico residencial do Armazém Dias, localizado na av. Santos Dumont, e, ao longo dos anos, acabou se transformando na maior loja de materiais elétricos de nosso país. O crescimento foi lento, porém contínuo. No início, só eram vendidos materiais elétricos de uso residencial. Depois passou a comercializar materiais de uso predial, materiais para linhas e redes de média tensão, de uso industrial e iluminação em geral. A área de atuação foi mais ampliada, principalmente, a partir da década de 80, quando foi incorporada à linha de comercialização de materiais para redes telefônicas. Posteriormente, começamos a trabalhar com cabeamento estruturado, produtos para automação industrial, segurança eletrônica, circuito fechado de TV, domótica (automação residencial) e, por último, produtos para geração de energia solar fotovoltaica.

A área geográfica de atuação foi ampliada também aos poucos, principalmente, a partir de 1980, com o crescimento das vendas por atacado para outras lojas do ramo, localizadas em diversos estados.

Quantas filiais a empresa possui? Há expectativa de expansão em 2013?

Hoje, a empresa possui nove lojas, sendo seis em Belo Horizonte, uma na Ceasa de Contagem, uma em Ipatinga e, a mais nova, em Uberlândia. Neste ano de 2013, pretende-se abrir mais uma filial na grande Belo Horizonte.

Desde janeiro, os dispositivos elétricos de três plugues têm sido comercializados e usados em novas construções imobiliárias. Quais as vantagens desse equipamento?

A vantagem do plugue e da tomada com três fios é a segurança contra choques elétricos. O terceiro fio é o condutor de proteção, também chamado de fio terra, que aterra as carcaças de equipamentos, para evitar choques elétricos que podem até causar mortes.

Quais novidades e tecnologias têm se despontado mais no mercado?

O mercado elétrico e eletrônico faz parte do mercado de tecnologia, que está sempre contando com novidades. Atualmente, a grande mudança é a lâmpada a LED, sigla que significa diodo emissor de luz. As lâmpadas a LED são mais econômicas e poderão ter vida bem mais longa.

O perfil dos que procuram a Loja Elétrica é bastante diversificado e vai desde consumidores finais até grandes companhias. Qual o diferencial a Loja Elétrica oferece aos seus clientes?

O grande diferencial da Loja Elétrica é a extensa linha de produtos. São mais de 30 mil itens em estoque. Conjugado com essa extensa linha está um quadro de mais de mil colaboradores bem-treinados, em centro de treinamento próprio, o CCT – Centro de Capacitação em Tecnologia.

A empresa fundou também o Centro de Capacitação em Eletricidade em 2011. Comente sobre essa iniciativa. Há inscrições abertas?

O CCE – Centro de Capacitação em <MC1>Eletricidade já existia para exclusivo treinamento do quadro de colaboradores. Em 2001, foi aberto ao público em geral, porque havia um grande interesse externo em seus cursos, por parte de eletricistas e técnicos. Desde então, o CCE foi se desenvolvendo e ampliando seus cursos. Em 2012, mudou seu nome para CCT – Centro de Capacitação em Tecnologia. Atualmente, oferece os seguintes cursos: Profissionalizante Eletricista de Manutenção Predial com Certificação em NR-10, Curso Básico de NR-10, Reciclagem do Curso Básico de NR-10, Curso de NR-10 Complementar SEP, Instalações Elétricas Prediais, Instalação de Ventiladores Hunter, Cabeamento Estruturado, CFTV – Circuito Fechado de TV, Para-raios-SPDA – Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas, Luminotécnica, Eletrotécnica Aplicada, Acionamento Industrial I, Acionamento Industrial II; Controladores Lógicos Programáveis PLC; Inversores de Frequência; No momento, estão abertas as inscrições para os seguintes cursos: Curso Básico de NR-10; Reciclagem do Curso Básico de NR-10; Instalações Elétricas Prediais; Acionamento Industrial I.

Quais as metas do grupo Loja Elétrica para 2013?

Em 2013, a Loja Elétrica realizará seu grande sonho, que é a inauguração do maior Centro de Distribuição de materiais elétricos da América Latina. São 20,8 mil m², que estão sendo construídos no Anel Rodoviário, próximo ao Shopping Del Rey, em Belo Horizonte.

A Loja Elétrica conta com representantes espalhados por vários estados brasileiros e tem parceria com multinacionais. Qual a importância desses fatores para o mercado elétrico mineiro?

O fato de a Loja Elétrica atuar em outros estados e ser distribuidora de produtos de várias multinacionais do ramo faz com que o mercado mineiro tenha uma empresa de porte, genuinamente mineira e apta a prover suas necessidades.

Para quem quer economizar com energia, seja dentro ou fora de casa, quais conselhos seguir?

O grande destaque é que, a partir deste ano, o consumidor que desejar já poderá gerar energia elétrica em painéis elétricos solares fotovoltaicos (energia solar), conectando essa geração à rede da Cemig e só pagando a essa Concessionária a diferença entre o seu consumo e a sua produção. Recentemente, foi lançada uma portaria federal regulamentando esse processo.A Loja Elétrica já está montando um setor especializado em Energia Solar Fotovoltaica e está ampliando sua linha de produtos, através da importação de materiais para esse segmento. Esse setor estará apto a fornecer toda a assistência aos clientes interessados na geração de energia a partir da luz do sol.

http://www.otempo.com.br/pampulha/noticias/IdNoticia=11752

 

 

 
 

Canteiro de obras vira galeria de arte

Os dias de tapumes monocromáticos e com função apenas de delimitar canteiros de obras estão contados em Belo Horizonte. A falta de cores variadas deve dar lugar a obras de arte como pinturas, grafites, plotagens e tudo o que dê incentivo à cultura no município. É o que propõe o Decreto 15.155 de 26 de fevereiro de 2013, do Poder Executivo municipal, assinado pelo prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda.[....]

 
 
Canteiro de obras vira galeria de arte Construtoras, agências e artistas plásticos aprovam a nova legislação que transforma tapumes em painéis

Sara Lima – jornalismo@uai.com.br

Publicação: 07/03/2013 09:41 Atualização: 07/03/2013 10:15

Espaço para arte e publicidade desde que devidamente autorizado (Pedro Vilela/Agência i7)
Espaço para arte e publicidade desde que devidamente autorizado

 

Os dias de tapumes monocromáticos e com função apenas de delimitar canteiros de obras estão contados em Belo Horizonte. A falta de cores variadas deve dar lugar a obras de arte como pinturas, grafites, plotagens e tudo o que dê incentivo à cultura no município. É o que propõe o Decreto 15.155 de 26 de fevereiro de 2013, do Poder Executivo municipal, assinado pelo prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda. Pela norma, as construtoras poderão colocar engenhos de publicidade nos tapumes, desde que instalem intervenções artísticas nas estruturas com altura máxima de cinco metros.

Para o vice-presidente da área imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Lucas Guerra Martins, o decreto pode esclarecer uma questão que era omissa no Código de Posturas de BH relacionada a tapumes e construções. “O que a prefeitura fez foi criar alguma forma decorativa e ter uma representação gráfica do imóvel. É uma forma de sinalizar o empreendimento que a construtora está fazendo”, afirma. Ele diz ainda que além de ajudar as empresas a divulgar empreendimentos, a iniciativa incentiva a produção artística do município, melhorando também o visual do canteiro de obras.

“Quando se coloca um trabalho artístico seja um grafite, silkagem, ou outro, em vez de estar com um tapume monocromático, malfeito, você está com uma pintura, obra de arte, ou outros trabalhos que melhoram a qualidade visual da cidade”, afirma. E o decreto também foi visto com bons olhos por outros representantes do setor imobiliário. Para o presidente da Câmara do Mercado Imobiliário (CMI/Secovi), Evandro Negrão de Lima Júnior, a avaliação sobre a norma é positiva, uma vez que a partir de agora será permitido anunciar as empresas envolvidas na obra.

 (Ramon Lisboa/EM/D.A Press)

“Sem dúvida que deixará a cidade mais bonita. Vamos ter desenhos artísticos, e os tapumes não vão ficar mais em branco. E nada mais justo do que uma empresa poder dizer que aquele empreendimento é dela. Afinal foi ela quem comprou o terreno e está bancando o empreendimento”, destaca. O assessor especial da Secretaria de Governo de Belo Horizonte, Leonardo Castro, explica que a instalação das artes é condição para que a empresa coloque suas propagandas. Mas o objetivo do decreto não é apenas pintar os tapumes, e sim incentivar a produção cultural da cidade.

Antes, a empresa e o artista deverão apresentar projeto da obra artística que pretendem instalar e ele será avaliado pela Fundação Municipal de Cultura (FMC) para garantir que a instalação não fuja do que foi proposto na norma. “A Fundação vai fazer uma espécie de curadoria para permitir que (a arte) não saia do propósito e garantir que a obra realmente seja uma expressão artística”, salienta. E esse processo preocupa o presidente da CMI/Secovi. “Mesmo que tenha que passar pelo crivo da FMC, há aspectos positivos e também o ponto negativo, que é a burocracia de ter que aprovar um projeto na prefeitura”, afirma.

Mas Leonardo garante: “A ideia é fazer um processo bem simples de licenciamento”. Segundo o assessor do Executivo municipal, já está grande a procura por informações sobre o decreto por parte das empresas. Além disso, a FMC está indicando artistas e disponibilizando alguns materiais, como fotos históricas da cidade, para inspirar as construtoras. Já o custeio das intervenções será uma negociação entre empresas e artistas. As obras de arte poderão ficar nos tapumes pelo tempo do alvará da construção, que, hoje, pela legislação municipal, é de quatro anos. “A iniciativa melhora o visual da cidade porque o tapume é uma das coisas mais agressivas da paisagem urbana. E com a mudança a gente consegue identificar quem trabalha e ao mesmo tempo deixa o ambiente mais leve.”

 (Ramon Lisboa/EM/D.A Press)

TAPUMES DECORADOS
O Decreto 15.155, de 26 de fevereiro de 2013, estabelece que as manifestações artísticas podem permanecer pelo tempo de validade do alvará, que, pela legislação, é de quatro anos

Construtoras e artistas da capital comemoram a mudança do Código de Posturas no que se refere à instalação de engenhos de publicidade em tapumes da construção civil. Se antes eles eram limitados a realizar intervenções nessas estruturas – e quando o faziam era de forma irregular – agora terão liberdade de deixarem os espaços com um viés bem cultural. A paisagem urbana deve mudar e, com isso, as empresas de construções já pensam também nas mudanças dos tapumes de suas obras.

A EPO Engenharia já realizou algumas intervenções do tipo em novembro de 2011, quando foram feitos grafites em uma construção na Avenida Raja Gabáglia, no Bairro Santa Lúcia, Região Centro-Sul, e outra na região Nordeste da capital. No entanto, a fiscalização da prefeitura havia barrado as obras artísticas e os tapumes tiveram que ser trocados. Mas de acordo com a coordenadora de comunicação da empresa, Carolina Lara, com a mudança a ideia é que, em breve, seja criada uma arte “padrão” em todos os tapumes da EPO. E explica: “Vamos criar um piloto e lançar uma forma de comunicação visual padronizada para valorizar a arte urbana e ao mesmo tempo divulgar o empreendimento. Ainda há dúvida de como teremos que aprovar o projeto junto à curadoria de cultura, mas vamos procurar entender para poder agilizar ao máximo”.

“O Decreto permite a divulgação de engenhos de publicidade de pessoas físicas e jurídicas envolvidas na obra” – LeonardoCastro, assessor especial da Secretaria de Governo de BH

 

Para outras construtoras a permissão será novidade. É o caso da MRV Engenharia, por exemplo, que nunca utilizou obras de arte em seus tapumes. “Esse trabalho vai ser feito de acordo com nossos próximos lançamentos. A gente já pode pensar em como utilizar o benefício desse decreto, pois essa é uma forma benéfica de apresentar a marca da empresa à população. De certa forma você associa sua marca a movimentos artísticos”, diz o gestor de marketing da empresa, Henrri do Verge. Para ele, a instalação de publicidade em conjunto com intervenções artísticas só tem pontos positivos. “É positivo, pois fortalece movimentos artísticos da cidade e regulamenta a exposição visual e combate a poluição visual, muito frequente em canteiro de obras”, finaliza.

No caso da AP Ponto, a iniciativa também será inédita, como explica o diretor da agência de publicidade 300 comunicação, que faz a gestão de marketing da construtora, Diogo Dieguez. “A grande maioria das nossas obras está na Região Metropolitana de Belo Horizonte e as de BH já foram entregues. Mas na próxima obra que estivermos presentes, na capital, vamos estar com essa regra, tentando fazer algo bem criativo e legal para transformar o lugar”, afirma.

Segundo ele, a nova regra vai criar galerias de arte a céu aberto, além de estimular a produção cultural de Belo Horizonte. “Vai dar oportunidade para jovens talentos e no campo de arte da nossa cidade isso é bem-vindo. Num segundo momento, passa a ser um desafio a mais para as construtoras, pois todas as vezes que ela desenvolver um tapume publicitário será uma grande oportunidade de fazer algo mais positivo para a população”, afirma.

Oportunidade De um lado, as construtoras aprovam a ideia de poderem divulgar suas marcas em suas próprias construções. Do outro, os artistas belo-horizontinos já veem na mudança do Código de Posturas de BH uma nova forma de mostrar ainda mais seus trabalhos. Em conjunto com um grupo de grafiteiros, o grafiteiro Frederico Eustáquio, conhecido no meio como Negro F, realizou uma das artes para a EPO Engenharia. Ele comemora o fato de agora existir uma norma regulamentando a questão.

Tapumes decorados no Complexo Comercial da EPO, na Avenida Raja Gabaglia, no Bairro Santa Lúcia, na tendência desde 2011  (Pedro Vilela/Agência i7)
Tapumes decorados no Complexo Comercial da EPO, na Avenida Raja Gabaglia, no Bairro Santa Lúcia, na tendência desde 2011

“Estamos no diálogo com algumas empresas para estabelecer esse trabalho de novo. Os artistas ainda estão pegando as informações e começando a entender melhor a respeito. Acredito que deve começar a rolar uma produção em série e deve ser bacana para todo mundo”, diz Fred, que coordena diversos projetos de grafite em Belo Horizonte.

Para o também grafiteiro Sérgio Luiz do Amaral, o Iron, que afirma ter feito arte em muitos tapumes no decorrer de sua carreira, a partir de agora haverá mais um local para se expressar. “É mais uma superfície para fazer o grafite. O tapume veio para agregar mais ainda, porque o grafite está ganhando a rua. Além disso, é importante e valoriza a nossa arte”, destaca.

http://estadodeminas.lugarcerto.com.br/app/noticia/noticias/2013/03/07/interna_noticias,47021/canteiro-de-obras-vira-galeria-de-arte.shtml

 
 
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